<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	xmlns:georss="http://www.georss.org/georss" xmlns:geo="http://www.w3.org/2003/01/geo/wgs84_pos#" xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/"
	>

<channel>
	<title>Gabriela Sobral</title>
	<atom:link href="http://gabrielasobralm.wordpress.com/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://gabrielasobralm.wordpress.com</link>
	<description>Just another WordPress.com weblog</description>
	<lastBuildDate>Mon, 14 Feb 2011 16:11:22 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-br</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.com/</generator>
<cloud domain='gabrielasobralm.wordpress.com' port='80' path='/?rsscloud=notify' registerProcedure='' protocol='http-post' />
<image>
		<url>http://s2.wp.com/i/buttonw-com.png</url>
		<title>Gabriela Sobral</title>
		<link>http://gabrielasobralm.wordpress.com</link>
	</image>
	<atom:link rel="search" type="application/opensearchdescription+xml" href="http://gabrielasobralm.wordpress.com/osd.xml" title="Gabriela Sobral" />
	<atom:link rel='hub' href='http://gabrielasobralm.wordpress.com/?pushpress=hub'/>
		<item>
		<title>Não mirem-se no exemplo das mulheres de Maneco</title>
		<link>http://gabrielasobralm.wordpress.com/2010/01/21/nao-mirem-se-no-exemplo-das-mulheres-de-maneco/</link>
		<comments>http://gabrielasobralm.wordpress.com/2010/01/21/nao-mirem-se-no-exemplo-das-mulheres-de-maneco/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 21 Jan 2010 13:48:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gabriela Sobral</dc:creator>
				<category><![CDATA[televisão]]></category>
		<category><![CDATA[novela]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://gabrielasobralm.wordpress.com/?p=101</guid>
		<description><![CDATA[ Há cerca de alguns meses, podemos ligar a televisão e assistir “Páginas da Vida”, mais uma novela de Manoel Carlos. Como de praxe, o cenário são praias do Rio de Janeiro, abertura com alguma canção da bossa nova, uma Helena &#8230; <a href="http://gabrielasobralm.wordpress.com/2010/01/21/nao-mirem-se-no-exemplo-das-mulheres-de-maneco/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=gabrielasobralm.wordpress.com&amp;blog=5195371&amp;post=101&amp;subd=gabrielasobralm&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> Há cerca de alguns meses, podemos ligar a televisão e assistir “Páginas da Vida”, mais uma novela de Manoel Carlos. Como de praxe, o cenário são praias do Rio de Janeiro, abertura com alguma canção da bossa nova, uma Helena (Taís Araújo) e várias personagens femininas.</p>
<p> Suas produções são reconhecíveis pelas repetições e usos de clichês. Tal denúncia já pode ser identificada logo no primeiro capítulo, que foi ao ar no dia 14 de setembro de 2009, no horário nobre das 21h. As mulheres de Manoel Carlos são estereótipos que direcionam suas vidas, somente, para conquistar homens, beleza e dinheiro. O que mais me impressiona é o exagero de todos esses “objetivos para a felicidade”, é como se o autor quisesse saciar a sede de seu público, saudoso de suas histórias descompassadas com a realidade.</p>
<p> Tudo é apenas uma reprodução, principalmente, em relação ao elenco feminino. Logo nas primeiras cenas começa a avalanche de conceitos ultrapassados. No primeiro capítulo fiquei assustada com o que vi: primeiro mostram Helena (protagonista) em um programa de TV para relatar sua vida privada como uma modelo de sucesso, falando de amores passados, como gasta seu dinheiro e etc&#8230; até ai tudo bem. Mas, não tarda para aparecer o protótipo da virilidade, Marcos (José Mayer, é claro), em uma briga com sua ex-mulher, Tereza (Lília Cabral). Ela aparece como rancorosa e mal resolvida, seu papel fica claro quando o personagem de Mayer fala “como você é chata. Cacete!”; nessa concepção a fêmea neurótica é alguém que não vive sem o sexo masculino e que precisa tomar atitudes drásticas e mendigar sua atenção.</p>
<p> Posterior à briga com Tereza, ele reclama com seu amigo e sócio, Gustavo (Marcelo Airoldi), sobre o comportamento equivocado da ex, mostrando que é o dono da razão e ela (adivinhe?) uma louca, claro né. Além disso, é muito mais fácil dar-se credibilidade a um empresário de sucesso, como é o caso dele, do que a uma dona de casa dondoca. Marcos reforça sua opinião na conversa com Gustavo: “a Tereza fez mais uma daquelas cenas”.</p>
<p> Em alguns parágrafos podem-se enumerar cenas e cenas, cansativas e recheadas com um machismozinho disfarçado de “entendimento da alma feminina”. O diretor da novela só  reorganiza as peças. As tramas dele ganharam fama por retratar as mulheres. Mas que universo feminino é esse? É claro que há aspectos com os quais as telespectadoras se identificam, mas o modo de abordagem cria uma Amélia disfarçada de modernidade, só para mascarar sua concepção machista.</p>
<p> Percebe-se uma ação silenciosa em reforçar o senso comum, o conformismo de que “a mulher é assim mesmo”. Assim como? Uma delirante? Uma caçadora de maridos? Como disse a intelectual feminista Simone de Beauvoir, “não se nasce mulher: torna-se”, tudo é uma construção para que se perpetue a mulherzinha. Não pretendo disseminar uma queima de sutiãs, mas, em relação ao tema, prego o politicamente correto sim! Que não é um termo chato não, mas sim uma exigência de respeito.</p>
<p> Ainda não estou satisfeita com os argumentos apresentados. Outra situação clichê, e esta é a melhor palavra para designar a novela, é amizade impossível entre mulheres. Helena e Luciana (Alline Moraes) aparecem primeiro em uma situação de solidariedade, porém em pouco tempo, por algum motivo nada aparente, a personagem de Alline Moraes cai na passarela de desfile e coloca a culpa em Helena. Tal situação cria um clima rivalidade e a ideia de que o sexo feminino nasceu para competir: a mais bonita, a mais sexy, a mais conquistadora&#8230;</p>
<p> A mulher é relegada a servir como bibelô.</p>
<p>Marcos, em mais uma conversa com seu amigo, fala que não quer ficar solteiro, pois precisa ouvir as “besteiras que elas falam no café da manhã”; ou seja, somos incapazes manter uma conversa com nível intelectual maior, não discutimos sobre trabalho nem política e sim como a unha da fulana ficou mais bonita. Falar sobre cuidados com a estética não é pecado. A questão é o reducionismo com que somos tratadas. Como se fossemos só isso: um bando de tagarelas fúteis, nascidas para dar prazer.</p>
<p> O mais impressionante é que toda a carga de estereótipos ocorreu em aproximadamente 1h, em um primeiro capítulo. Imagine o que será veiculado até o final de “Viver a Vida”. Como as mulheres vão estar se enxergando? Como os homens irão enxergar as mulheres? Isso é uma pergunta, ainda, sem resposta. Mas acredito que seja válida a análise, pois a telenovela tem um significado forte no Brasil. Se a trama é relevante na construção sócio-cultural, deveria beneficiar a sociedade e não arraigar conceitos defasados.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/gabrielasobralm.wordpress.com/101/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/gabrielasobralm.wordpress.com/101/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/gabrielasobralm.wordpress.com/101/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/gabrielasobralm.wordpress.com/101/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/gabrielasobralm.wordpress.com/101/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/gabrielasobralm.wordpress.com/101/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/gabrielasobralm.wordpress.com/101/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/gabrielasobralm.wordpress.com/101/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/gabrielasobralm.wordpress.com/101/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/gabrielasobralm.wordpress.com/101/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/gabrielasobralm.wordpress.com/101/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/gabrielasobralm.wordpress.com/101/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/gabrielasobralm.wordpress.com/101/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/gabrielasobralm.wordpress.com/101/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=gabrielasobralm.wordpress.com&amp;blog=5195371&amp;post=101&amp;subd=gabrielasobralm&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://gabrielasobralm.wordpress.com/2010/01/21/nao-mirem-se-no-exemplo-das-mulheres-de-maneco/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
	
		<media:content url="http://0.gravatar.com/avatar/4860e6e026c776a484f609751d33ed7f?s=96&#38;d=identicon&#38;r=G" medium="image">
			<media:title type="html">gabrielasobralm</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Entre o céu e a televisão</title>
		<link>http://gabrielasobralm.wordpress.com/2009/06/17/entre-o-ceu-e-a-televisao/</link>
		<comments>http://gabrielasobralm.wordpress.com/2009/06/17/entre-o-ceu-e-a-televisao/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 17 Jun 2009 16:18:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gabriela Sobral</dc:creator>
				<category><![CDATA[crônica e etc]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://gabrielasobralm.wordpress.com/?p=88</guid>
		<description><![CDATA[Um dia ao vasculhar a Folha Online, deparei-me com uma nota (segue abaixo) e resolvi testar meu, humilde, lado Gabriela Veríssimo.   Macedo faz pregação a artistas da Record, informa Outro Canal da Folha Online  O líder da Igreja Universal e dono &#8230; <a href="http://gabrielasobralm.wordpress.com/2009/06/17/entre-o-ceu-e-a-televisao/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=gabrielasobralm.wordpress.com&amp;blog=5195371&amp;post=88&amp;subd=gabrielasobralm&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um dia ao vasculhar a Folha Online, deparei-me com uma nota (segue abaixo) e resolvi testar meu, humilde, lado Gabriela Veríssimo.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p style="text-align:center;"><strong>Macedo faz pregação a artistas da Record, informa Outro Canal </strong></p>
<p>da <strong>Folha Online</strong></p>
<p> O líder da Igreja Universal e dono da Record, o bispo Edir Macedo se reuniu na última terça-feira (26) com executivos e apresentadores da emissora para uma palestra sobre como conseguir sucesso. A informação é da coluna Outro Canal, assinada por Daniel Castro na <strong>Folha</strong> desta segunda-feira (1º).</p>
<p>A <a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq0106200903.htm">íntegra</a> da coluna está disponível para assinantes do jornal e do UOL.</p>
<p>De acordo com informações da coluna, o encontro durou mais de três horas e envolveu também uma pregação religiosa.</p>
<p>Segundo testemunhas ouvidas pela coluna, Macedo falou aos funcionários que só se consegue o sucesso acreditando em Deus e dando ao próximo.</p>
<p>Ainda de acordo com o colunista, ao final do encontro, Macedo afirmou: &#8220;Vocês, artistas da Record, têm de acreditar em vocês mesmos para dar audiência. Se eu fosse artista, iria arrebentar!&#8221;.</p>
<p> </p>
<p style="text-align:center;"><strong>O chamado divino</strong></p>
<p> Por Gabriela Sobral</p>
<p>ALELUIA!</p>
<p> Encontrou-se uma nova fórmula para obter sucesso. Aulas de interpretação com o Bispo, por apenas 20% do seu salário. Nosso Pai agradece! O aquecimento inicia-se com a sessão do descarrego, mas não antes de se botar o copo de água em cima dos textos e câmeras, só assim a interpretação alcançará a excelência do reino dos céus.</p>
<p> Mas, para chegar à revista “Rostos”&#8230; Ah! Aí vai ser necessário algo mais&#8230; Quem sabe uma ajuda ao próximo, para sua consciência ficar &#8220;limpa&#8221;? Assim como o professor (Bispo), que livra pessoas do alcoolismo, do jogo e da desgraça, com um simples toque mágico na cabeça e suas palavras tão repletas de graça. Se você não possui a &#8220;mão mágica&#8221;, serve  40% de seu ganha pão ou  todo seu âmago artístico para contabilizar 30 pontos, a mais, na audiência.</p>
<p> O talento e a vocação são apenas requisitos secundários para se alcançar o sucesso. O primordial mesmo é ouvir a palavra e acreditar nela, isso pode render quem sabe um anúncio publicitário de alguma grande empresa de cosméticos ou de uma esponja de aço dançante e, por fim, muitas cifras na conta bancária de nosso exímio palestrante.</p>
<p> ALELUIA!</p>
<p>Agora você pode arrebentar! Basta ouvir umas palavras confortantes e encorajadoras e aprender técnicas de convencimento, tudo, é claro, em nome do Pai!</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/gabrielasobralm.wordpress.com/88/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/gabrielasobralm.wordpress.com/88/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/gabrielasobralm.wordpress.com/88/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/gabrielasobralm.wordpress.com/88/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/gabrielasobralm.wordpress.com/88/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/gabrielasobralm.wordpress.com/88/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/gabrielasobralm.wordpress.com/88/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/gabrielasobralm.wordpress.com/88/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/gabrielasobralm.wordpress.com/88/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/gabrielasobralm.wordpress.com/88/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/gabrielasobralm.wordpress.com/88/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/gabrielasobralm.wordpress.com/88/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/gabrielasobralm.wordpress.com/88/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/gabrielasobralm.wordpress.com/88/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=gabrielasobralm.wordpress.com&amp;blog=5195371&amp;post=88&amp;subd=gabrielasobralm&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://gabrielasobralm.wordpress.com/2009/06/17/entre-o-ceu-e-a-televisao/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
	
		<media:content url="http://0.gravatar.com/avatar/4860e6e026c776a484f609751d33ed7f?s=96&#38;d=identicon&#38;r=G" medium="image">
			<media:title type="html">gabrielasobralm</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Nascido em 4 de julho</title>
		<link>http://gabrielasobralm.wordpress.com/2008/12/11/nascido-em-4-de-julho/</link>
		<comments>http://gabrielasobralm.wordpress.com/2008/12/11/nascido-em-4-de-julho/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 11 Dec 2008 17:10:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gabriela Sobral</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://gabrielasobralm.wordpress.com/?p=83</guid>
		<description><![CDATA[  “Nascido em 4 de julho” (1989), do cineasta Oliver Stone, remete-se a Guerra do Vietnã. Mostra o conflito injusto que foi, com uma série de danos irreparáveis tanto para os vietnamitas guerrilheiros como para o EUA e seus aliados. &#8230; <a href="http://gabrielasobralm.wordpress.com/2008/12/11/nascido-em-4-de-julho/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=gabrielasobralm.wordpress.com&amp;blog=5195371&amp;post=83&amp;subd=gabrielasobralm&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="line-height:200%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;font-family:Comic Sans MS;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:200%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:&quot;"><span style="font-size:small;">“Nascido em 4 de julho” (1989), do cineasta Oliver Stone, remete-se a<img class="size-full wp-image-84 alignright" style="border:black 5px solid;margin:5px;" title="nascido_4_julho" src="http://gabrielasobralm.files.wordpress.com/2008/12/nascido_4_julho.jpg?w=130&#038;h=182" alt="nascido_4_julho" width="130" height="182" /> Guerra do Vietnã. Mostra o conflito injusto que foi, com uma série de danos irreparáveis tanto para os vietnamitas guerrilheiros como para o EUA e seus aliados. O filme não se prende a uma versão maniqueísta, dividindo bonzinhos de um lado e crápulas do outro.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:200%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:&quot;"><span>  </span>A trama é baseada no livro e na história real de </span><span style="font-family:&quot;" lang="PT">Ron Kovic, interpretado por Tom Cruise. É a jornada de um jovem patriota que se alista no corpo de fuzileiros, para combater na Guerra do Vietnã. Influenciado pela família e pela ideologia de que lutar na guerra é um ato heróico. Ele consegue se tornar um herói de guerra, cheio de medalhas. No entanto, paraplégico e confuso.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:200%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:&quot;" lang="PT"><span style="font-size:small;"><span>   </span>No retorno para casa tem problemas com sua família. Após um discussão com a mãe (Caroline Kava), parte para o México. Lá<span>  </span>enfrenta seus conflitos psicológicos. Cenas como a de os soldados americanos atacando um vilarejo, matando civis e crianças inocentes, choca nossos<span>  </span>olhares. Mostra a face de uma guerra sem sentido que deixou estragos, não só físicos. Mas no âmago dos que sofreram com ela. É o caso de Ron Kovic, que fica completamente atormentado com os horrores que cometeu e presenciou.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:200%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:&quot;" lang="PT"><span style="font-size:small;"><span>    </span>Ao perceber que aquela guerra era injusta. O protagonista se torna um ativista e empreende uma campanha anti-guerra. O filme termina justamente com uma cena em que ele irá prestar seu depoimento contrário ás atrocidades que estavam sendo cometidas no Vietnã e a morte de milhares de jovens americanos.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:200%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:&quot;" lang="PT"><span style="font-size:small;"><span>     </span>Com um olhar humanista. Stone mostra que a guerra do Vietnã, apesar de ter sido vendida com a propaganda do patriotismo, foi derrotada pela própria propaganda. Com protestos e imagens do que estava acontecendo.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:200%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:&quot;" lang="PT"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/gabrielasobralm.wordpress.com/83/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/gabrielasobralm.wordpress.com/83/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/gabrielasobralm.wordpress.com/83/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/gabrielasobralm.wordpress.com/83/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/gabrielasobralm.wordpress.com/83/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/gabrielasobralm.wordpress.com/83/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/gabrielasobralm.wordpress.com/83/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/gabrielasobralm.wordpress.com/83/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/gabrielasobralm.wordpress.com/83/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/gabrielasobralm.wordpress.com/83/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/gabrielasobralm.wordpress.com/83/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/gabrielasobralm.wordpress.com/83/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/gabrielasobralm.wordpress.com/83/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/gabrielasobralm.wordpress.com/83/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=gabrielasobralm.wordpress.com&amp;blog=5195371&amp;post=83&amp;subd=gabrielasobralm&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://gabrielasobralm.wordpress.com/2008/12/11/nascido-em-4-de-julho/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
	
		<media:content url="http://0.gravatar.com/avatar/4860e6e026c776a484f609751d33ed7f?s=96&#38;d=identicon&#38;r=G" medium="image">
			<media:title type="html">gabrielasobralm</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://gabrielasobralm.files.wordpress.com/2008/12/nascido_4_julho.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">nascido_4_julho</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Cenário do medo (1968)</title>
		<link>http://gabrielasobralm.wordpress.com/2008/12/06/cenario-do-medo-1968/</link>
		<comments>http://gabrielasobralm.wordpress.com/2008/12/06/cenario-do-medo-1968/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 06 Dec 2008 03:33:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gabriela Sobral</dc:creator>
				<category><![CDATA[1968]]></category>
		<category><![CDATA[fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[artigo]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://gabrielasobralm.wordpress.com/?p=70</guid>
		<description><![CDATA[          Um rifle de papel. O episódio em que a fotografia mudou o curso da história. Uma foto vale por mil palavras. Admitamos que a expressão seja um clichê, no entanto, a fotografia de Eddie Adams e o vídeo &#8230; <a href="http://gabrielasobralm.wordpress.com/2008/12/06/cenario-do-medo-1968/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=gabrielasobralm.wordpress.com&amp;blog=5195371&amp;post=70&amp;subd=gabrielasobralm&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="line-height:200%;text-align:justify;"><span class="movmattexto1"><span style="line-height:200%;font-family:&quot;"><span style="font-size:small;"><span id="more-70"></span> </span></span></span></p>
<p style="line-height:200%;text-align:justify;"><span style="font-size:small;"><span class="movmattexto1"><span style="line-height:200%;font-family:&quot;"><span>  </span><span>  <img class="aligncenter size-full wp-image-71" title="vietna" src="http://gabrielasobralm.files.wordpress.com/2008/12/vietna.jpg?w=499&#038;h=314" alt="vietna" width="499" height="314" /></span></span></span></span></p>
<p style="line-height:200%;text-align:justify;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">    Um rifle de papel. </span></span><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">O episódio em que a fotografia mudou o curso da história. </span></span><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;">Uma foto vale por mil palavras. Admitamos que a expressão seja um clichê, no entanto, a fotografia de Eddie Adams e o vídeo feito pelo operador de câmera da NBC, Vo Suu, durante a Guerra do Vietnã, mostram mais que palavras. Registram e denunciam a face atroz do ser humano, o caos mundial que imperava no momento.</span></span></p>
<p style="line-height:200%;text-align:justify;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> <span>  </span>A imagem acima foi captada durante o episódio mais significativo da Guerra, a <em>Ofensiva do Tet</em>, denominada assim pois ocorreu em 30 de janeiro de 1968, data que marcava o Novo Ano Lunar dos vietnamitas (Tet). O exército do Vietnã do Norte e os guerrilheiros vietcongues atacaram vilas, cidades, e a própria capital, Saigon, com intuito de atingir o exército do sul, apoiado pelos EUA.</span></p>
<p style="line-height:200%;text-align:justify;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">  <span>  </span>A ofensiva revolucionária visava a libertação e unificação do Vietnã, com pretensões de estabelecer um governo comunista. É aí que os norte-americanos intervêm, para frear o avanço do comunismo. Atuando com grande poderio bélico e recrutamento intensivo, os soldados americanos e sul-vietnamitas cantavam e proclamavam sua vitória. Porém a pretensão lhes custou muito caro.</span></p>
<p style="line-height:200%;text-align:justify;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">  <span>  </span>É fato que os revolucionários foram massacrados por sua desvantagem “na força”. Mas a vitória política foi mais poderosa do que qualquer tanque. A imprensa que tinha acesso aos campos de combate e liberdade para veicular seus registros, funcionou como a grande arma. Todo material veiculado, vídeos, imagens, e especialmente uma foto, clicada em 1 de fevereiro daquele ano, começou a mudar o rumo da guerra.</span></p>
<p style="line-height:200%;text-align:justify;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Times New Roman;"><span>    </span>Nessa famosa foto, dois personagens estão visíveis: de um lado, o jovem oficial vietcongue Nguyen Van Lém, com a expressão de desespero da morte iminente de aparência frágil, como de uma criança chorosa, sem defesa alguma. Do outro lado, uma figura de gestos seguros e frios, o coronel e algoz, chefe da Polícia Nacional da República do Vietnã, Nguyen Ngoc Loam. Ele mata sua vítima com um tiro à queima-roupa. São segundos de desespero e mais uma vida calada.</span></span></p>
<p style="line-height:200%;text-align:justify;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">    Os personagens invisíveis aos nossos olhos são as câmeras. O registro exato na hora da execução, junto com a seqüência filmada, mostrando a impiedade e brutalidade do assassino e da situação em si, foi o tiro mais eficaz. </span></p>
<p style="line-height:200%;text-align:justify;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">   <span>  </span>Como o material foi publicado na imprensa, a opinião pública americana ficou chocada. Não acreditava-se mais no objetivo pacificador da guerra. Após tantas mortes de americanos e vietnamitas, os jovens e todas as esferas da sociedade empreenderam uma campanha anti-guerra. </span></p>
<p style="line-height:200%;text-align:justify;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">     O material fotográfico veiculado cumpriu seu papel jornalístico, mostrando a verdade dos fatos, o que acontecia de fato por trás dos discursos vitoriosos do exército americano. Foi o registro definitivo do que era a guerra. O coordenador do curso de Cinema e Mídias Digitais do IESB (Instituto de Educação Superior de Brasília), Marcus Ligocki, opina: que “O que é filmado e fotografado tem importância, o que não é não possui importância. Tem um pouco disso na percepção geral da sociedade. Isso atribui uma responsabilidade para esses meios e estruturas”. E completa: “Assim, os veículos de comunicação possuem um poderio incomparável em formar opiniões”.</span></p>
<p style="line-height:200%;text-align:justify;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">    A linguagem da foto estimula ainda mais a revolta e a crítica contra a Guerra, por expor a forma fria da morte e o descaso do ser humano com seu semelhante. E isso faz com que o mundo questione essa forma de se fazer paz, retome e reavalie seus valores e condição para protestar contra a loucura da guerra. Essa situação que faz o homem perder seu conceito e passe a agir como um animal selvagem. Atitudes como passeatas, protestos e organizações políticas para mudar a situação caótica vigente eram comuns em 1968.</span></p>
<p style="line-height:200%;text-align:justify;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> <span>  </span>Com o mundo inteiro assistindo às batalhas do Vietnã nos seus televisores e imagens de massacre nos jornais, o repúdio com o que estava acontecendo naquele país foi intensificado. Afinal, é impossível assistir a um vídeo de um homem levando um tiro na cabeça, ali, bem na sua frente, e não sentir revolta. Esta sensação era intensificada pelo estilo com que os cinegrafistas gravaram as imagens. Como não utilizavam tripé, ou planejavam enquadramento, as ações eram registradas com o movimento que a cena permitia. Toda divulgação contribuía para impressionar ainda mais a opinião pública.</span></p>
<p style="line-height:200%;text-align:justify;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;">  <span>  </span>A foto de Eddie Adams, como muitas outras, mudou o desfecho da Guerra, que ficou sendo vista como uma empreitada perdida, sem fundamento e que só servia para proliferar a desgraça e a morte. Com esta opinião pública, a Guerra do Vietnã foi perdendo força gradativamente e terminou oficialmente em 1975.</span></p>
<p style="line-height:200%;text-align:justify;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> <span>   </span>Sim. Um <em>clique </em>e uma tomada de segundos podem valer bem mais que mil ou ainda duas mil palavras. Podem valer como armas para salvar vidas e mudar a escrita da história.</span></p>
<p style="line-height:200%;text-align:justify;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<p style="line-height:200%;text-align:justify;"><span style="font-size:small;font-family:Times New Roman;"> </span></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/gabrielasobralm.wordpress.com/70/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/gabrielasobralm.wordpress.com/70/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/gabrielasobralm.wordpress.com/70/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/gabrielasobralm.wordpress.com/70/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/gabrielasobralm.wordpress.com/70/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/gabrielasobralm.wordpress.com/70/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/gabrielasobralm.wordpress.com/70/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/gabrielasobralm.wordpress.com/70/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/gabrielasobralm.wordpress.com/70/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/gabrielasobralm.wordpress.com/70/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/gabrielasobralm.wordpress.com/70/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/gabrielasobralm.wordpress.com/70/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/gabrielasobralm.wordpress.com/70/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/gabrielasobralm.wordpress.com/70/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=gabrielasobralm.wordpress.com&amp;blog=5195371&amp;post=70&amp;subd=gabrielasobralm&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://gabrielasobralm.wordpress.com/2008/12/06/cenario-do-medo-1968/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
	
		<media:content url="http://0.gravatar.com/avatar/4860e6e026c776a484f609751d33ed7f?s=96&#38;d=identicon&#38;r=G" medium="image">
			<media:title type="html">gabrielasobralm</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://gabrielasobralm.files.wordpress.com/2008/12/vietna.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">vietna</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Casa</title>
		<link>http://gabrielasobralm.wordpress.com/2008/12/04/casa/</link>
		<comments>http://gabrielasobralm.wordpress.com/2008/12/04/casa/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 04 Dec 2008 23:12:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gabriela Sobral</dc:creator>
				<category><![CDATA[crônica e etc]]></category>
		<category><![CDATA[casa]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://gabrielasobralm.wordpress.com/?p=66</guid>
		<description><![CDATA[    Era uma casa muito engraçada. Tinha teto, tinha tudo. Todo mundo podia entrar nela.   Era uma casa muito engraçada. Com uma parede azul, uma porta vermelha, um quadro abstrato que mais parecia um papagaio, outra parade, também, azul com &#8230; <a href="http://gabrielasobralm.wordpress.com/2008/12/04/casa/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=gabrielasobralm.wordpress.com&amp;blog=5195371&amp;post=66&amp;subd=gabrielasobralm&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="line-height:200%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:&quot;"><span style="font-size:small;"><img class="aligncenter size-full wp-image-67" title="atgaaaa6rfkl99sbxsf6g2kgst47jjqhg2v0mfpxmyb2y-w4wftu0sla_xjf9yhjzq5vk-65_ogoa_390e5q36fglsb5ajtu9vahd-vvdcb13b4vworgohraytldua" src="http://gabrielasobralm.files.wordpress.com/2008/12/atgaaaa6rfkl99sbxsf6g2kgst47jjqhg2v0mfpxmyb2y-w4wftu0sla_xjf9yhjzq5vk-65_ogoa_390e5q36fglsb5ajtu9vahd-vvdcb13b4vworgohraytldua.jpg?w=500&#038;h=375" alt="atgaaaa6rfkl99sbxsf6g2kgst47jjqhg2v0mfpxmyb2y-w4wftu0sla_xjf9yhjzq5vk-65_ogoa_390e5q36fglsb5ajtu9vahd-vvdcb13b4vworgohraytldua" width="500" height="375" /> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:200%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:&quot;"><span style="font-size:small;"><span> </span><span> </span>Era uma casa muito engraçada. Tinha teto, tinha tudo. Todo mundo podia entrar nela.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:200%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:&quot;"><span style="font-size:small;"><span>  </span>Era uma casa muito engraçada. Com uma parede azul, uma porta vermelha, um quadro abstrato que mais parecia um papagaio, outra parade, também, azul com umas gravuras do tio Armando, que pareciam pentelhos de mulher. Tinha livros, uma galinha de barro. Eu dormia na rede sim, porque na varanda tinha uma que era meio torta e que de vez em sempre dava uma dor na coluna, porém, quentinha e simpática.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:200%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:&quot;"><span style="font-size:small;"><span>  </span>Podia fazer pipi, no entanto tinha que esperar um pouquinho (só existia um banheiro).</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:200%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:&quot;"><span style="font-size:small;"><span>  </span>Era uma casa muito divertida. Na sexta-feira eu comia uma massa com molho gostoso, tomando, quer dizer, entornando um vinho tinto seco, de preferência Cabernet Sauvignon. E quando tocava o <em>Chico</em> do meu irmão, eu dançava, o <em>Blues Brothers</em> do Tropeço, eu puxava para dançar, na vez do <em>Caetano</em>, eu me apaixonava.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:200%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:&quot;"><span style="font-size:small;"><span>  </span>Era uma casa em que eu tinha um quarto para me diverti (ou não) sozinha. Pintar flores e frases na parede, ver filme, chorar, planejar: uma dieta, o dia de amanhã, dominar o mundo&#8230; Podia fazer faxina ou simplesmente dormir e sonhar.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:200%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:&quot;"><span style="font-size:small;"><span>  </span>Era uma casa que tinha um quintal com um coqueiro, uns bagulhos e um sol no sábado de manhã, que era só meu e da Kalú. Acordava bem cedo para pegar ele e ficar preta.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:200%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:&quot;"><span style="font-size:small;"><span>  </span>Ixi! Tinha um vizinho com uma tosse, que todo dia parecia ser o dia da morte. O escarro começava cedinho e nem sei quando terminava, era semelhante à um exorcismo.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:200%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:&quot;"><span style="font-size:small;"><span>  </span>Ao lado direito, parentes. Os arrotos do primo e do tio ouviam-se de longe. A voz de comando da prima “Dot, Bela, Malú! Pra varanda, xixi, bora xixi&#8221;, seguido de “au, au, au&#8221; (histéricos), já tinha virado quase um despertador. <span> </span>A tia quase não se ouvia, só quando ela chamava a Eliete e nos finais de semanas boêmios, regados de música e discursos hilários.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:200%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:&quot;"><span style="font-size:small;"><span>  </span>Era uma casa com uma mãe histérica (“seus merdas, vocês não tem pena de mim. Quando eu morrer vocês vão falar ‘eu matei minha mãe’ ”), maluca (“prontico PI&#8230;”) , amorosa (“faz a boneca beijoca”), cheia de planos (“Gabi ta aqui o projeto da nossa casa”) e sábia (ela é antropóloga, arquiteta e professora de artes). Um irmão sarcástico, cheio de piadinhas inteligentes (ou não), amado e com a alma mais pura que já conheci. Um padrasto idêntico ao Tropeço da <em>Família Adams</em>, que como todo bom psicólogo era lento (“Éeeee&#8230;&#8221;) e meio peculiar. Uma pastor-alemão boba com os donos e caçadora de ratos e pombos. Uma cunhada companheira (“Bora no comércio?”)<em> </em>e imprevisível. Tinha um sobrinho que é o meu bem mais precioso, palhaço igual ao pai. Por fim uma garota “metamorfose ambulante”, que só quer ser feliz&#8230; Ah! Já ia me esquecendo. Tinha também visitantes, entre os mais queridos, Domi e Mandoca.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:200%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:&quot;"><span style="font-size:small;"><span>  </span>Era uma casa com muito aprendizado, brigas, choros, reconciliações, beijos, desenhos no pé, muitas cores, aconchegante, bagunçada e com cheiro de incenso e colônia alfazema. Lá aprendi que: “o amor me move, só por ele eu falo” (Dante Alighieri), que “só o amor me ensina onde vou chegar” (não sei) e que “não há nada como o sonho para criar o futuro. Utopia hoje, carne e osso amanhã” (Victor Hugo).</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:200%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:&quot;"><span style="font-size:small;"><span>  </span>Era uma casa muito engraçada. Era feita esmero, na rua dos felizes, número 600.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:200%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:&quot;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:200%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:&quot;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:200%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:&quot;"><span style="font-size:small;">P.S: Não sei se escrevo no passado ou no presente. Não sei se fez ou faz parte de mim, da minha vida.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:200%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:&quot;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:200%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:&quot;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/gabrielasobralm.wordpress.com/66/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/gabrielasobralm.wordpress.com/66/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/gabrielasobralm.wordpress.com/66/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/gabrielasobralm.wordpress.com/66/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/gabrielasobralm.wordpress.com/66/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/gabrielasobralm.wordpress.com/66/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/gabrielasobralm.wordpress.com/66/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/gabrielasobralm.wordpress.com/66/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/gabrielasobralm.wordpress.com/66/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/gabrielasobralm.wordpress.com/66/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/gabrielasobralm.wordpress.com/66/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/gabrielasobralm.wordpress.com/66/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/gabrielasobralm.wordpress.com/66/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/gabrielasobralm.wordpress.com/66/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=gabrielasobralm.wordpress.com&amp;blog=5195371&amp;post=66&amp;subd=gabrielasobralm&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://gabrielasobralm.wordpress.com/2008/12/04/casa/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
	
		<media:content url="http://0.gravatar.com/avatar/4860e6e026c776a484f609751d33ed7f?s=96&#38;d=identicon&#38;r=G" medium="image">
			<media:title type="html">gabrielasobralm</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://gabrielasobralm.files.wordpress.com/2008/12/atgaaaa6rfkl99sbxsf6g2kgst47jjqhg2v0mfpxmyb2y-w4wftu0sla_xjf9yhjzq5vk-65_ogoa_390e5q36fglsb5ajtu9vahd-vvdcb13b4vworgohraytldua.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">atgaaaa6rfkl99sbxsf6g2kgst47jjqhg2v0mfpxmyb2y-w4wftu0sla_xjf9yhjzq5vk-65_ogoa_390e5q36fglsb5ajtu9vahd-vvdcb13b4vworgohraytldua</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Heróis em todos os lugares</title>
		<link>http://gabrielasobralm.wordpress.com/2008/12/03/herois-em-todos-os-lugares/</link>
		<comments>http://gabrielasobralm.wordpress.com/2008/12/03/herois-em-todos-os-lugares/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 03 Dec 2008 19:22:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gabriela Sobral</dc:creator>
				<category><![CDATA[crônica e etc]]></category>
		<category><![CDATA[crítica]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://gabrielasobralm.wordpress.com/?p=64</guid>
		<description><![CDATA[   O livro A Jornada do Escritor: estruturas míticas para escritores (Cristopher Vogler, 2ª edição. revista ampliada- Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2006), orienta a elaboração de histórias que seguem o modelo da jornada do herói.       Na série &#8230; <a href="http://gabrielasobralm.wordpress.com/2008/12/03/herois-em-todos-os-lugares/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=gabrielasobralm.wordpress.com&amp;blog=5195371&amp;post=64&amp;subd=gabrielasobralm&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div><span style="font-family:&quot;"></span></div>
<p><span style="font-family:&quot;"><span style="font-size:small;"></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:200%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:&quot;"><span><span id="more-64"></span> </span><span>  </span>O livro <em>A Jornada do Escritor: estruturas míticas para escritores</em> (Cristopher Vogler, 2ª edição. revista ampliada- Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2006), orienta a elaboração de histórias que seguem o modelo da <em>jornada do herói.<span>  </span></em></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:200%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:&quot;"><span> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:200%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:&quot;"><span>   </span>Na série de TV <em>Dexter</em>, encontram-se claramente as estruturas identificadas por Vogler.</span><span style="font-family:&quot;">Dexter Morgan é o herói, ou anti-herói. Ele é um arquétipo bem humanizado, pois não se mostra como um ser perfeito e divino, que também comete erros e possui defeitos. Apesar de matar pessoas, faz isso para um bem maior, eliminando os vilões com um pouco de psicopatia, de forma fria e torturante. O protagonista se considera sem sentimentos por essa necessidade de matar e por ter relacionamentos amorosos incomuns, mas é tão, ou mais humano que os outros personagens.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:200%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:&quot;"><span>  </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:200%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:&quot;"><span>   </span>Como em toda jornada, o herói nunca está sozinho. Dexter tem aliados, como sua irmã Debra, e é orientado pelas lembranças de seu pai adotivo Harry -figura do mentor- que lhe deixou ensinamentos e orientações para entender a si. O ofício de Dexter é de investigador, mas sua função heróica é de justiceiro, acabando com bandidos e assassinos. Tem desafios na hora de desvendar os casos, e barreiras como a delegada Largueta, sua colega de trabalho, que se apresenta como amiga e, contudo, é também um guardião de limiar que atrapalha Dexter e sua irmã.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:200%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:&quot;"><span>    </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:200%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:&quot;"><span>  </span>A luta do herói consigo, seu psicológico e com o mundo exterior é evidente. E desses desafios, testes, e vitórias, ele aprende lições e se fortalece para continuar seu caminho.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:200%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:&quot;"><span>    </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:200%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:&quot;"><span>  </span>Em <em>Life on Mars</em>, aparece mais uma vez o roteiro da <em>jornada do escritor</em>. Nesta série britânica, é mais nítida a passagem do mundo comum para o mundo desconhecido. O agente Sam Tyler, após sofrer um acidente, se transporta para o passado na década de 1970. Para ele, é um mundo mágico, já que vivia em 2006, e nesse novo espaço vai empreender sua trajetória. Sua missão como herói é desvendar o desaparecimento de sua companheira Maya, por meio da ligação entre passado e presente. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:200%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:&quot;"><span>    </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:200%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:&quot;"><span>   </span>No mundo novo, além de ser herói, Tyler também é um mentor que orienta sua nova equipe de trabalho, repassando seu conhecimento e experiência. Ganha aliados como Annie, ajudando-o em caminhos desconhecidos, o <em>bar man </em>Nelson, que tem a figura de trabalhar como consciência do herói, e também Gene Hunt, seu chefe, que assume dois arquétipos, o de guardião de limiar, atrapalhando Sam, e posteriormente vira seu aliado.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:200%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:&quot;"><span>    </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:200%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:&quot;"><span>  </span>O maiores desafios do herói em <em>Life on Mars </em>é desvendar o caso, saber lidar com o mundo novo e sua consciência, pois não se sabe se ele realmente está ali ou em coma. Não sabe que toda situação nova é ou não fruto de sua imaginação. Assim, vencendo os desafios, Sam poderá voltar para o mundo comum com conhecimento necessário para desvendar os crimes.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:200%;text-align:center;margin:0;" align="center"> </p>
<p> </p>
<p></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:200%;text-align:center;margin:0;" align="center"> </p>
<p> </p>
<p></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:200%;text-align:center;margin:0;" align="center"> </p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:200%;text-align:center;margin:0;" align="center"> </p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/gabrielasobralm.wordpress.com/64/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/gabrielasobralm.wordpress.com/64/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/gabrielasobralm.wordpress.com/64/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/gabrielasobralm.wordpress.com/64/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/gabrielasobralm.wordpress.com/64/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/gabrielasobralm.wordpress.com/64/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/gabrielasobralm.wordpress.com/64/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/gabrielasobralm.wordpress.com/64/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/gabrielasobralm.wordpress.com/64/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/gabrielasobralm.wordpress.com/64/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/gabrielasobralm.wordpress.com/64/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/gabrielasobralm.wordpress.com/64/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/gabrielasobralm.wordpress.com/64/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/gabrielasobralm.wordpress.com/64/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=gabrielasobralm.wordpress.com&amp;blog=5195371&amp;post=64&amp;subd=gabrielasobralm&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://gabrielasobralm.wordpress.com/2008/12/03/herois-em-todos-os-lugares/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
	
		<media:content url="http://0.gravatar.com/avatar/4860e6e026c776a484f609751d33ed7f?s=96&#38;d=identicon&#38;r=G" medium="image">
			<media:title type="html">gabrielasobralm</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>A jornada da vida</title>
		<link>http://gabrielasobralm.wordpress.com/2008/11/27/a-jornada-da-vida/</link>
		<comments>http://gabrielasobralm.wordpress.com/2008/11/27/a-jornada-da-vida/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 27 Nov 2008 22:19:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gabriela Sobral</dc:creator>
				<category><![CDATA[literatura]]></category>
		<category><![CDATA[resenha]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://gabrielasobralm.wordpress.com/?p=59</guid>
		<description><![CDATA[   O livro A Jornada do Escritor: estruturas míticas para escritores (2ª edição. revista ampliada- Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2006), do roteirista Cristopher Vogler, foi primeiramente elaborado como guia interno para roteiristas dos estúdios Walt Disney que enfrentavam sucessivos &#8230; <a href="http://gabrielasobralm.wordpress.com/2008/11/27/a-jornada-da-vida/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=gabrielasobralm.wordpress.com&amp;blog=5195371&amp;post=59&amp;subd=gabrielasobralm&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-family:&quot;"><span style="font-size:small;"></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:200%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:&quot;"><img class="alignright size-full wp-image-62" style="border:black 5px solid;margin:5px;" title="jorn2" src="http://gabrielasobralm.files.wordpress.com/2008/12/jorn2.jpg?w=180&#038;h=180" alt="jorn2" width="180" height="180" /> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:200%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:&quot;"><span> </span>O livro <em>A Jornada do Escritor: estruturas míticas para escritores</em> (2ª edição. revista ampliada- Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2006), do roteirista Cristopher Vogler, foi primeiramente elaborado como guia interno para roteiristas dos estúdios Walt Disney que enfrentavam sucessivos fracassos de bilheteria. Sua criação, baseada na obra de Joseph <em>Campbell, “O Herói de Mil Faces”</em> serviu como instrumento para elaboração de histórias que seguissem o modelo da <em>jornada do herói. </em></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:200%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:&quot;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:200%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:&quot;"><span>  </span>A jornada é encontrada em mitos, contos de fada e filmes. Divide-se em três atos que geralmente contém 12 estágios: mundo comum; chamado à aventura; recusa do chamado, encontro com o mentor; travessia do primeiro limiar; testes, aliados, inimigos; aproximação da caverna oculta, provação, recompensa (apanhando a espada), caminho de volta, ressurreição e retorno com o elixir. Tem o intuito de orientar o escritor em sua criação. A interpretação de que se deve segui-lo rigidamente é errada. Sua utilidade vai muito além de estabelecer regras de como fazer isso ou aquilo.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:200%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:&quot;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:200%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:&quot;"><span>   </span>A linguagem utilizada na jornada do herói pode render produções atraentes. No entanto, é preciso saber usá-la, explorando principalmente a figura do arquétipo. Eles são tipos de personalidades próprias dos homens. Quando representadas, há uma identificação do público, como se ele estivesse se reconhecendo, consciente ou inconsciente. Para os olhos do espectador, é atraente o que faz parte de sua natureza. É nesse ponto que a jornada trabalha querendo cativar. No próprio dia-dia o indivíduo se comporta como um arquétipo, para desempenhar sua função no meio que vive. Assim acontece nos filmes. Para saber o papel de um personagem, tem-se a necessidade de identificá-lo com algum tipo de personalidade. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:200%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:&quot;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:200%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:&quot;"><span>   </span>O arquétipo mais desenvolvido é o do herói. Ele é o personagem principal que vai empreender a jornada para a aventura, para o mundo desconhecido, lidar com testes, inimigos, vencer batalhas e triunfar. Apesar de ser flexível, ou seja, não precisa ser sempre o homem com capa e valente, necessita de características que promovam sua aceitação. As pessoas são heróis de sua própria história, todos têm barreiras a quebrar (como decidir ter um filho), desafios, inimigos no trabalho, metas que devem ser alcançadas (como passar no vestibular), o sucesso e principalmente, a felicidade. Mesmo que para tal tenha que fazer sacrifícios. É como se vissem suas emoções, vontades, angústias, sua vida representada. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:200%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:&quot;"><span>   </span>Os heróis são símbolos da experiência universal, o que não impede que as pessoas se identifiquem com outros arquétipos, como o pai que se vê no mentor, orientando e ensinando. A projeção do âmago faz com que o interesse seja despertado.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:200%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:&quot;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:200%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:&quot;"><span>  </span><span> </span>O fascinante na <em>Jornada do escritor </em>é que se compreendem simbologias, significados de cenas e ações que passam despercebidos como se fossem meras imagens. Na verdade são construções pré-estabelecidas com objetivos a alcançar. Mas os objetivos devem ser alcançados usando novas estruturas, escolhas próprias do artista, recursos originais sem clichês ao qual o público já está saturado. O resultado desse conjunto são obras-primas e atraentes. Como exemplifica Vogler, pelo filme do diretor Alfred Hitchcock. Em <em>Psicose </em>a heroína Marion morre no meio da trama. Logo, o público sente a necessidade de transferir a figura do herói para outro personagem, mudando os arquétipos. A flexibilidade proporciona esse jogo com as expectativas e euforia do espectador. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:200%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:&quot;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:200%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:&quot;"><span>   </span>Os elementos da <em>jornada do herói </em>estão presentes tanto na história da Chapeuzinho Vermelho quanto na de Jesus Cristo. No último é bem delimitada toda a trajetória do herói. Jesus indo do mundo comum para a aventura, conquistando aliados-discípulos, guiado pelo seu mentor, Deus, passando por tentações, enfrentando inimigos, sacrificando sua vida por um bem maior, ressuscitando e conquistando a glória eterna nos céus. A história de Jesus é uma das mais contadas e representadas, sem fronteiras de espaço e tempo. O que mostra a eficiência do método.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:200%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:&quot;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:200%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:&quot;"><span>  </span>O alcance da história se dá justamente por trabalhar com a emoção universal, com sensações mais próximas do homem como o medo, as dificuldades da vida, e atitudes virtuosas como a bondade, a coragem. Qual a menina adolescente que não gosta de ver o homem ideal, mesmo que seja só em uma história? Automaticamente, transfere suas expectativas e desejos para a trama, almejando que aquela seja sua história.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:200%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:&quot;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:200%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:&quot;"><span>  </span>“A jornada do escritor” vem para auxiliar a compreender a estrutura psicológica de contos e histórias. Por que o herói é essencial, ajuda a identificar elementos apresentados através de metáforas. Escritores e leigos podem se apossar dela, seja para contar uma boa história sem perder a autenticidade e características culturais ou entendê-las, o que para muitos é útil, abrindo novas portas de interpretação. Dessa perspectiva do entendimento, filmes não serão produzidos como máquinas dominadoras. O diretor, roteirista ou autor vai ter a preocupação de criar e recriar com inovação e autenticidade.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:200%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:&quot;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:200%;text-align:justify;margin:0;"><span id="more-59"></span></p>
<p></span></span></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/gabrielasobralm.wordpress.com/59/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/gabrielasobralm.wordpress.com/59/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/gabrielasobralm.wordpress.com/59/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/gabrielasobralm.wordpress.com/59/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/gabrielasobralm.wordpress.com/59/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/gabrielasobralm.wordpress.com/59/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/gabrielasobralm.wordpress.com/59/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/gabrielasobralm.wordpress.com/59/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/gabrielasobralm.wordpress.com/59/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/gabrielasobralm.wordpress.com/59/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/gabrielasobralm.wordpress.com/59/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/gabrielasobralm.wordpress.com/59/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/gabrielasobralm.wordpress.com/59/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/gabrielasobralm.wordpress.com/59/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=gabrielasobralm.wordpress.com&amp;blog=5195371&amp;post=59&amp;subd=gabrielasobralm&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://gabrielasobralm.wordpress.com/2008/11/27/a-jornada-da-vida/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
	
		<media:content url="http://0.gravatar.com/avatar/4860e6e026c776a484f609751d33ed7f?s=96&#38;d=identicon&#38;r=G" medium="image">
			<media:title type="html">gabrielasobralm</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://gabrielasobralm.files.wordpress.com/2008/12/jorn2.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">jorn2</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Ética e responsabilidade</title>
		<link>http://gabrielasobralm.wordpress.com/2008/11/26/etica-e-responsabilidade/</link>
		<comments>http://gabrielasobralm.wordpress.com/2008/11/26/etica-e-responsabilidade/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 26 Nov 2008 22:50:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gabriela Sobral</dc:creator>
				<category><![CDATA[jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Add new tag]]></category>
		<category><![CDATA[crítica]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://gabrielasobralm.wordpress.com/2008/12/05/etica-e-responsabilidade/</guid>
		<description><![CDATA[   O jornalismo é a praxe da ética, não vista como adjetivo e sim como um conjunto de valores que orientam o comportamento. Especificadamente do jornalista, no cumprimento da responsabilidade profissional. Serve como alicerce.     A imprensa sempre esteve &#8230; <a href="http://gabrielasobralm.wordpress.com/2008/11/26/etica-e-responsabilidade/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=gabrielasobralm.wordpress.com&amp;blog=5195371&amp;post=57&amp;subd=gabrielasobralm&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:&quot;"><span style="font-size:small;"><span> <span id="more-57"></span></span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:&quot;"><span style="font-size:small;"><span> </span>O jornalismo é a praxe da ética, não vista como adjetivo e sim como um conjunto de valores que orientam o comportamento. Especificadamente do jornalista, no cumprimento da responsabilidade profissional. Serve como alicerce.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:&quot;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:&quot;"><span style="font-size:small;"><span>  </span>A imprensa sempre esteve ligada à liberdade de expressão, representante da democracia e da sociedade diante do poder público. É garantido pela Declaração Universal dos Direitos Homem, de 1948, artigo 19 “procurar, receber e transmitir informações por quaisquer meios independentes das fronteiras”. O jornalista deve estar a serviço do cidadão e informar a verdade dos fatos.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:&quot;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:&quot;"><span style="font-size:small;"><span>  </span>Muitos profissionais julgam estar acima do bem, do mal, de todos. Envolvidos pelo fetiche da glória, arriscam-se a cometer irresponsabilidades na profissão. Sua função deixa de ser trabalhar para os interesses do público, e passa a ser a busca de status e capas no jornal.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:&quot;"><span style="font-size:small;"><span> </span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:&quot;"><span style="font-size:small;"><span>  </span>O filme “Shattered Glass” exemplifica a situação. A obra conta a trajetória do jovem Stephen Glass, jornalista da importante revista “New Republic”. Ele publicava reportagens noticiosas que na verdade eram inventadas. No entanto a farsa foi descoberta, o jovem perdeu o emprego e o bem mais precioso da profissão: a credibilidade. Glass representa o típico profissional ambicioso, que almeja ser reverenciado.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:&quot;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:&quot;"><span style="font-size:small;"><span>  </span>É sempre importante destacar que a máxima que “os fins justificam os meios” deve ser descartada, pois não se pode cometer um ato ilícito para benefícios tanto de outros como próprios. O jornalismo deve estar atado à responsabilidade, no repasse da informação, não ludibriando a opinião pública.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:&quot;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:&quot;"><span style="font-size:small;"><span>   </span>O profissional tem de estar atento ás falhas da imprensa e ter uma visão crítica do que é transmitido. Comporta-se como agente passivo é perigoso, pois essa conduta traz males nocivos.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:&quot;"><span style="font-size:small;"><span> </span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:&quot;"><span style="font-size:small;"><span>  </span>A demonstração mais espetacular e cômica de como é fácil enganar. Foi a transmissão de rádio feita por Orson Welles. Ele simulou uma invasão alienígena na Terra como se fosse real. No entanto tudo era encenação de um grupo e atores. Algumas pessoas acreditaram, entrando em estado de desespero. Foi um comportamento patético das partes, levando em conta que bastaria mudar de estação e averiguar, para perceber que tudo era fictício. O caso reforça a tese de que não se deve acreditar em tudo que se ouve ou te mesmo se vê.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:&quot;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:&quot;"><span style="font-size:small;"><span>  </span>Discussões relacionadas à ética devem ser debatidas sempre, vista como essencial para o funcionamento correto da profissão e da sociedade.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:&quot;"><span style="font-size:small;"><span>  </span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:&quot;"><span style="font-size:small;"><span>  </span>A credibilidade e o compromisso de mostrar os fatos com objetividade e responsabilidade garantem a confiança do publico. O professor de ética jornalística, Carlos Soria, da Universidade de Navarra, na Espanha afirma que “ética é informar com qualidade”.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:&quot;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:&quot;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:&quot;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:&quot;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/gabrielasobralm.wordpress.com/57/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/gabrielasobralm.wordpress.com/57/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/gabrielasobralm.wordpress.com/57/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/gabrielasobralm.wordpress.com/57/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/gabrielasobralm.wordpress.com/57/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/gabrielasobralm.wordpress.com/57/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/gabrielasobralm.wordpress.com/57/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/gabrielasobralm.wordpress.com/57/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/gabrielasobralm.wordpress.com/57/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/gabrielasobralm.wordpress.com/57/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/gabrielasobralm.wordpress.com/57/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/gabrielasobralm.wordpress.com/57/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/gabrielasobralm.wordpress.com/57/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/gabrielasobralm.wordpress.com/57/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=gabrielasobralm.wordpress.com&amp;blog=5195371&amp;post=57&amp;subd=gabrielasobralm&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://gabrielasobralm.wordpress.com/2008/11/26/etica-e-responsabilidade/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
	
		<media:content url="http://0.gravatar.com/avatar/4860e6e026c776a484f609751d33ed7f?s=96&#38;d=identicon&#38;r=G" medium="image">
			<media:title type="html">gabrielasobralm</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>1968. O passado ainda presente</title>
		<link>http://gabrielasobralm.wordpress.com/2008/11/23/1968-o-passado-ainda-presente/</link>
		<comments>http://gabrielasobralm.wordpress.com/2008/11/23/1968-o-passado-ainda-presente/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 23 Nov 2008 17:13:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gabriela Sobral</dc:creator>
				<category><![CDATA[1968]]></category>
		<category><![CDATA[resenha]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://gabrielasobralm.wordpress.com/?p=48</guid>
		<description><![CDATA[    O livro “1968: O ano que não terminou“ (Nova Fronteira, 2006, 332 páginas), do jornalista e professor universitário Zuenir Ventura, não se assimila a um relato de protestos maniqueístas, de jornalismo investigativo ou conto policial. É uma narrativa &#8230; <a href="http://gabrielasobralm.wordpress.com/2008/11/23/1968-o-passado-ainda-presente/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=gabrielasobralm.wordpress.com&amp;blog=5195371&amp;post=48&amp;subd=gabrielasobralm&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="line-height:200%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:&quot;"><span style="font-size:small;"><a href="http://gabrielasobralm.files.wordpress.com/2008/12/19684.jpg"><span id="more-48"></span><img class="alignright size-full wp-image-53" style="border:black 5px solid;margin:5px;" src="http://gabrielasobralm.files.wordpress.com/2008/12/19684.jpg?w=135&#038;h=194" alt="" width="135" height="194" /></a> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:200%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:&quot;"><span style="font-size:small;"><span>  </span>O livro “1968: O ano que não terminou“ (Nova Fronteira, 2006, 332 páginas), do jornalista e professor universitário Zuenir Ventura, não se assimila a um relato de protestos maniqueístas, de jornalismo investigativo ou conto policial. É uma narrativa agradável que não é “fácil de ler”. É simplesmente bem construída. Proporciona ao leitor a sensação de envolvimento com os fatos.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:200%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:&quot;"><span style="font-size:small;"><span> </span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:200%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:&quot;"><span style="font-size:small;"><span>  </span>Com muita fidelidade, o autor mostra tudo que a data representou. Foi a afirmação da revolução cultural ou mais arriscadamente da sociedade e sua forma de pensar, agir, sobre qualquer assunto que fosse. Difícil é denominar realmente o que foi 1968. As bandeiras eram questionar e experimentar. O que? Tudo. Houve abertura no comportamento sexual, político, mudanças de valores sobre o casamento, fidelidade, virgindade e liberdade sexual. Conquistava-se a emancipação feminina, o direito racial e o de se expressar.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:200%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:&quot;"><span style="font-size:small;"><span> </span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:200%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:&quot;"><span style="font-size:small;"><span>  </span>A trama direciona o olhar para os acontecimentos no Brasil, já comandado pelos militares. Vê-se um país atuante, em que o jovem não é um enfeite ou um robô condicionado à alienação e sim um ser politizado, atuante, capaz de lutar e conquistar seus ideais. A camada intelectual e artística não estava sentada em sua mesa ou preocupada com a evidência na mídia, como acontece nos dias de hoje em que a preocupação é fazer do público mero espectador passivo. Populares e movimentos lutavam pelo novo mundo. Grandes exemplos dessa união entre classes e grupos foram o enterro do estudante Édson Luís, morto no restaurante Calabouço, no centro do Rio de Janeiro, mobilizando milhares de pessoas. Assim também foi a histórica e pacífica Passeata dos 100 mil pelas ruas do Rio. Zuenir emerge o leitor em tais acontecimentos mostrando um país ativo. </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:200%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:&quot;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:200%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:&quot;"><span style="font-size:small;"><span>  </span>A ditadura estava instalada. Junto, a censura e o abandono da educação revoltavam os estudantes e a população, que reagia a cada atuação repressiva. E não só pela força física. Mas pela capacidade e criatividade intelectual de artistas e militantes. São exemplos espetáculos como a peça “Roda Viva”. Já na música tem-se o <em>Tropicalismo,</em> de Caetano e Gil, maiores representantes, que inseriam guitarras elétricas e letras revolucionárias. Chico Buarque mostrava canções de protesto. No cinema, o marco era <em>Terra em Transe,</em> do diretor Glauber Rocha. É fascinante a vontade de criar, mesmo com a censura que tentava restringir, às vezes com sucesso, toda criação cultural ou jornalística. Fechavam jornais, revistas, peças teatrais, colocavam o censor para dizer o que deveria ser publicado. Nos dias de hoje parece absurdo, contudo a nação vivia quase uma <em>Inquisição.</em></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:200%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:&quot;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:200%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:&quot;"><span style="font-size:small;"><span>  </span>O regime ditatorial aumentava seu sistema de repressão que tomava rumos cada vez mais sérios. Era um ambiente, como diz Zuenir, de “caça às bruxas”. Instalava-se a espionagem, a tortura, o exílio, a prisão dos considerados transgressores do bem estar social. O Brasil parecia viver um estado de sítio inflamado, que quanto mais se tentava apagar mais ele crescia. Os milicos cometiam atrocidades chocantes. Na verdade, transgrediam a ordem das coisas, do ser humano. A luta, encabeçada pelos estudantes tinha razões para tanta repugnância contra o Estado. Os ataques eram constantes, a exemplo da invasão da UnB (Universidade de Brasília), que foi um ato inconseqüente e humilhante para os que foram presos e espancados. Tal violência ocorreu também no 30º congresso da UNE (União Nacional dos Estudantes) na cidade de Ibiúna (SP). Estudantes devem ser considerados heróis. Não no sentido piegas ou de salvadores da pátria. Apenas deve-se reconhecer sua importante atuação para tantas conquistas, ainda desconhecidas.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:200%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:&quot;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:200%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:&quot;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:200%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:&quot;"><span style="font-size:small;"><span>  </span>O golpe final dos militares, que reforçava o autoritarismo e a censura, foi o AI-5. Parecia que ali a luta do movimento estudantil, já enfraquecido, acabava. A juventude atacada pelo governo, por anticomunistas, que pareciam mais anti-humanistas, enobrecendo as barbaridades cometidas. Intelectuais, jornalistas, estudantes e artistas foram exilados, presos, torturados e, às vezes até mortos. Os assassinos foram acobertados como se nada tivesse acontecido. Parecia que o fogo do combate apagara. Contudo não foi isso que aconteceu.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:200%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:&quot;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:200%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:&quot;"><span style="font-size:small;"><span>  </span>A obra de Ventura ressalta tanto acontecimentos e lutas quanto as transformações e a produção cultural. Percebe-se que em vez de ter perdido para o poder, o ano não acabou sem nenhum aprendizado, como se o tempo tivesse zerado. Sucedeu-se o inverso. Toda essa herança se reflete até hoje na sociedade. Tabus foram quebrados, direitos conquistados, a música, o cinema o teatro ganharam importância como manifestação política e existencial.<span>  </span>Vivenciamos outro espaço e tempo, mas não há revoltas com a mesma intensidade como em 1968. No entanto, o homem exerceu seu papel de “motor da história” (Karl Marx) dando grande contribuição para a conquista da liberdade que hoje podemos usufruir.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:200%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:&quot;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:200%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:&quot;"><span style="font-size:small;"><span>  </span>Zuenir Ventura, ao escrever “1968: O ano que não terminou”, somente pelo título mostra o quanto a data significou para a formação e história do povo brasileiro. E também para o mundo. É um registro de um ano que valeu por uma década diante sua importância e seus personagens. É a história contada por quem a viveu. Esclarece e dá um panorama do que foi. O período, em que era “proibido proibir”. Fomos até o fim para honrar as palavras da música de Caetano Veloso.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:200%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:&quot;"><span style="font-size:small;"><span>  </span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:200%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:&quot;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:200%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:&quot;"><span style="font-size:small;"><span>  </span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:200%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:&quot;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:200%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:&quot;"><span style="font-size:small;"><span>  </span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:200%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:&quot;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:200%;text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:&quot;"><span style="font-size:small;"><span>  </span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="line-height:200%;margin:0;"><span style="font-family:&quot;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/gabrielasobralm.wordpress.com/48/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/gabrielasobralm.wordpress.com/48/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/gabrielasobralm.wordpress.com/48/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/gabrielasobralm.wordpress.com/48/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/gabrielasobralm.wordpress.com/48/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/gabrielasobralm.wordpress.com/48/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/gabrielasobralm.wordpress.com/48/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/gabrielasobralm.wordpress.com/48/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/gabrielasobralm.wordpress.com/48/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/gabrielasobralm.wordpress.com/48/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/gabrielasobralm.wordpress.com/48/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/gabrielasobralm.wordpress.com/48/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/gabrielasobralm.wordpress.com/48/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/gabrielasobralm.wordpress.com/48/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=gabrielasobralm.wordpress.com&amp;blog=5195371&amp;post=48&amp;subd=gabrielasobralm&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://gabrielasobralm.wordpress.com/2008/11/23/1968-o-passado-ainda-presente/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
	
		<media:content url="http://0.gravatar.com/avatar/4860e6e026c776a484f609751d33ed7f?s=96&#38;d=identicon&#38;r=G" medium="image">
			<media:title type="html">gabrielasobralm</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://gabrielasobralm.files.wordpress.com/2008/12/19684.jpg" medium="image" />
	</item>
		<item>
		<title>Estranha?</title>
		<link>http://gabrielasobralm.wordpress.com/2008/11/18/estranha/</link>
		<comments>http://gabrielasobralm.wordpress.com/2008/11/18/estranha/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 18 Nov 2008 15:42:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Gabriela Sobral</dc:creator>
				<category><![CDATA[contos]]></category>
		<category><![CDATA[conto]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://gabrielasobralm.wordpress.com/?p=40</guid>
		<description><![CDATA[      Parecia ser mais um dia de aula, com céu nublado. Desta vez, porém, o meu destino foi interrompido. No caminho, uma cigana parou em minha frente, e tomou minha mão.     Fiquei completamente assustada e paralisada. &#8230; <a href="http://gabrielasobralm.wordpress.com/2008/11/18/estranha/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=gabrielasobralm.wordpress.com&amp;blog=5195371&amp;post=40&amp;subd=gabrielasobralm&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="text-align:center;margin:0;" align="center"><span style="font-family:&quot;"></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:&quot;"><span style="font-size:small;"><span id="more-40"></span> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:&quot;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:&quot;"><span style="font-size:small;"><span>  </span>Parecia ser mais um dia de aula, com céu nublado. Desta vez, porém, o meu destino foi interrompido. No caminho, uma cigana parou em minha frente, e tomou minha mão.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:&quot;"><span style="font-size:small;"><span>  </span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:&quot;"><span style="font-size:small;"><span>  </span>Fiquei completamente assustada e paralisada. Seu rosto era coberto por um lenço, e eu podia somente entrever seus olhos, estranhamente familiares, que me fitavam. Suas mãos seguraram as minhas. Ela as observava com muita atenção sem piscar, como se lesse um livro de suspense.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:&quot;"><span style="font-size:small;"><span>  </span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:&quot;"><span style="font-size:small;"><span>  </span>Eu não balbuciava uma palavra sequer. Já ela começou a cantarolar uma música que meu pai usava ao me embalar na rede, depois declamou meu poema preferido, <em>Soneto do Corifeu</em>, de Vinicius de Moraes.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:&quot;"><span style="font-size:small;"><span>  </span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:&quot;"><span style="font-size:small;"><span>   </span>Estava eu cada vez mais estupefata. Como uma estranha poderia saber coisas tão particulares? Bruscamente, recolhi minhas mãos e pedi que não me tocasse, disse-lhe que era apenas uma doida tentando me impressionar (e realmente me impressionava), e que iria começar a gritar, ainda que eu percebesse a rua completamente deserta.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:&quot;"><span style="font-size:small;"><span>  </span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:&quot;"><span style="font-size:small;"><span>   </span>A cigana apenas sorriu e disse que não precisava temer. Tentei parecer agressiva demonstrando a ela que não me intimidava. Peguei meu celular e liguei para minha mão, mas ela não atendia.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:&quot;"><span style="font-size:small;"><span>  </span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:&quot;"><span style="font-size:small;"><span>   </span>O desespero aumentava tomando conta de mim, as tentativas de afastá-la não surtiam efeito. A estranha continuava fazendo adivinhações sobre minha vida, curiosamente todas verdadeiras. Apesar de sentir certo fascínio, aquela situação me incomodava. Foi aí que tive um acesso de raiva e arranquei-lhe o lenço do rosto.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:&quot;"><span style="font-size:small;"><span>   </span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:&quot;"><span style="font-size:small;"><span>  </span>Passados alguns segundos, ambas tivemos um ataque de riso, pois reconheci no rosto da tal ccigana mminha mão, que me fazia uma brincadeira.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:&quot;"><span style="font-size:small;"><span>  </span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:&quot;"><span style="font-size:small;"><span>  </span>O medo anterior foi substituído por uma sensação de alívio. A coisa toda tomou tom de anedota. Eu e minha “estranha” mãe seguimos para a cafeteria, <span> </span>tomamos um cappuccino com chantili e demos gargalhadas do acontecido.</span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0;"><span style="font-family:&quot;"><span style="font-size:small;"> </span></span></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/gabrielasobralm.wordpress.com/40/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/gabrielasobralm.wordpress.com/40/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/gabrielasobralm.wordpress.com/40/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/gabrielasobralm.wordpress.com/40/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/gabrielasobralm.wordpress.com/40/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/gabrielasobralm.wordpress.com/40/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/gabrielasobralm.wordpress.com/40/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/gabrielasobralm.wordpress.com/40/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/gabrielasobralm.wordpress.com/40/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/gabrielasobralm.wordpress.com/40/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/gabrielasobralm.wordpress.com/40/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/gabrielasobralm.wordpress.com/40/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/gabrielasobralm.wordpress.com/40/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/gabrielasobralm.wordpress.com/40/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=gabrielasobralm.wordpress.com&amp;blog=5195371&amp;post=40&amp;subd=gabrielasobralm&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://gabrielasobralm.wordpress.com/2008/11/18/estranha/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
	
		<media:content url="http://0.gravatar.com/avatar/4860e6e026c776a484f609751d33ed7f?s=96&#38;d=identicon&#38;r=G" medium="image">
			<media:title type="html">gabrielasobralm</media:title>
		</media:content>
	</item>
	</channel>
</rss>
